O vice-chefe de Estado-Maior da Armada da Guiné-Bissau, Zamora Induta, disse esta segunda-feira que «não houve golpe de Estado», sublinhando que o ataque contra o general Tagmé Na Waié se «alastrou» ao presidente guineense. Zamora Induta falava aos jornalistas no final de um encontro com o Governo guineense.

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«Nós viemos reafirmar ao Governo que isto não é um golpe de Estado», disse o vice-chefe de Estado-Maior da Armada. «Simplesmente aconteceu este atentado relativamente ao chefe de Estado-Maior General e, na ausência de chefe, criámos uma comissão que está a gerir as forças armadas», explicou.

«Infelizmente este acidente alastrou ao caso do Presidente da República», afirmou Zamora Induta. «Infelizmente nestas situações acontecem coisas que ninguém deseja (...) e houve um grupo de pessoas armadas que acabaram por se dirigir à residência do senhor Presidente da República¿, acrescentou.

«Felizmente está tudo estancado neste momento, está tudo calmo, controlado, não há mais sinais de resistência», afirmou, sublinhando que o encontro serviu também para os militares reafirmarem ao Governo o respeito escrupuloso pela constituição do país e instituições democraticamente eleitas.

Questionado sobre quem está por detrás dos ataques, Zamora Induta disse que se está a «investigar». Questionado sobre se o grupo que detonou a bomba que vitimou domingo o chefe de Estado-Maior General das Forças Armadas foi o mesmo que atacou o Presidente, Zamora Induta disse que não há informações nenhumas.