O editor do Financial Times para a Europa acusou o jornal satírico Charlie Hebdo, alvo de um atentado esta quarta-feira, de ódio aos muçulmanos.

Num artigo de opinião publicado poucas horas depois do atentado que vitimou 12 pessoas no atentado perpetrado na sede do jornal, em Paris, Tony Barber afirmou que «Charlie Hebdo tem um longo historial de gozo, ódio e de espicaçar os muçulmanos franceses». E acrescenta: «França é a terra do Voltaire, mas prevaleceram demasiadas vezes as tolices editoriais no Charlie Hebdo».

Mas vai mais longe e classifica o jornal de «estúpido» e de falta de bom senso.

«Isto não é uma aprovação do atentado, cujos assassinos têm de ser capturados e castigados, ou uma sugestão de que a liberdade de expressão não deve ser estendida a retratos satíricos da religião», defende, acrescentando: «Isto é apenas para dizer que seria útil algum senso comum em publicações como Charlie Hebdo ou a dinamarquesa Jyllands-Posten».

Depois da publicação do artigo de opinião, o jornal foi inundado com comentários, muitos deles bastante críticos à opinião de Tony Barber.