As forças de segurança do Burkina Faso encerraram o cerco a um hotel em Ouadagoudou e libertaram 126 pessoas, disse o ministro do Interior, neste sábado.

Cento e vinte e seis pessoas, das quais 33 feridas, foram libertadas. Três jihadistas, um árabe e dois africanos, foram mortos, afirmou o ministro do Interior do Burkina Faso, Simon Comparoe.

Os ataques ao hotel Splendid e ao café-restaurante Cappucino (que fica em frente ao hotel) acabaram, situado ao lado do Cappuccino, disse o ministro.

Fonte das forças de segurança informou que houve, pelo menos, 26 mortos, de 18 nacionalidades distintas, neste ataque ao hotel Splendid e ao café restaurante Cappuccino.

A Suíça, através do seu ministro dos Negócios Estrangeiros, confirmou que há dois cidadãos suíços entre as vítimas mortais. Também o Governo holandês confirmou a existência de uma vítima, enquanto o Canadá indica seis cidadãos.

O secretário de Estado das Comunidades, José Luís Carneiro, disse hoje à Lusa que não há registo de portugueses mortos ou feridos neste ataque.

De acordo com as informações que conseguimos recolher por via do nosso gabinete de emergência consular, não há registo de portugueses feridos ou mortos no âmbito desses incidentes que ainda estão a ter desenvolvimentos, declarou.


O Presidente da França, François Hollande, condenou hoje os ataques que começaram na noite de sexta-feira, em Ouagadougou.

Num comunicado divulgado pelo Palácio do Eliseu, sede da Presidência francesa, manifestou o seu apoio ao povo e ao Presidente do Burkina Faso, Christian Kaboré, e lembrou que as forças francesas estão a colaborar com o país.

O ataque foi reivindicado pela Al-Qaeda do Magrebe Islâmico (AQMI), através de combatentes do grupo Al-Murabitun, liderados pelo histórico jihadista argelino Mokhtar Belmokhtar.