O bombista suicida do Estado Islâmico que se fez explodir em Istambul, matando 10 turistas alemães, entrou na Turquia como refugiado sírio, sem levantar qualquer suspeita por parte das autoridades. A informação é avançada pelo The Wall Street Journal (WSJ), que cita fontes oficiais turcas.
 
A notícia faz adensar o medo de que extremistas islâmicos estejam a usar rotas de refugiados para entrar na Europa e perpetrar atentados terroristas no continente.
 
O suicida de Istambul foi já identificado como Nabil Fadli, de 27 anos. Passou por um centro de acolhimento de refugiados na Turquia, na última semana, onde foram registadas as suas impressões digitais. Não estava, contudo, em qualquer “lista negra”, que pudesse levar as autoridades a desconfiar da sua chegada à Europa.
 
De acordo com o WSJ, um antigo ativista sírio diz que Nabil Fadli era um soldado do Estado Islâmico e acrescenta que o irmão se fez explodir, há alguns meses, num atentado contra forças do regime sírio. Muneef Taaei, o antigo ativista em causa, que agora vive no Kuwait, garante que falou com familiares do jovem suicida, incluindo um primo. 

O atentado de terça-feira no bairro turístico de Sultanahmet, em Istambul, matou 10 turistas alemães. Pelo menos outros 10 terão ficado feridos.

O primeiro-ministro turco anunciou, na quarta-feira à tarde, que a polícia deteve mais quatro pessoas suspeitas de terem ligação com o atentado. Ahmet Davutoglu também disse que seis feridos na explosão continuam no hospital.