Três dias depois do ataque ao aeroporto de Ataturk e sem que o atentado tenha sido ainda reivindicado, começam a coser-se as pontas e os indícios levam a crer tratar-se de uma ação do Estado Islâmico.

Os três homens que se fizeram explodir no aeroporto de Istambul eram naturais do Uzbequistão, do Quirguistão e da Rússia, soube-se na quinta-feira.

Os homens terão regressado da vizinha Síria há cerca de um mês, dando consistência às suspeitas do governo turco, de que o Estado Islâmico é o autor do atentado. Ainda esta sexta-feira, o ministro dos Negócios Estrangeiros turco, Mevlut Cavusoglu, reiterou essa ideia.

O governante está em Moscovo para discutir a estratégia de cooperação de combate ao Estado Islâmico. O atentado de Istambul precipitou o reatar de relações entre os dois países e uma reunião entre os dois chefes de Estado pode acontecer já em agosto, segundo adiantou Mevlut Cavusoglu.

Também na quinta-feira, a polícia turca deteve 13 pessoas, incluindo três estrangeiros, por suspeitas de ligação aos três bombistas que se fizeram explodir no aeroporto de Istambul, em Istambul e outros nove em Esmirna.

As autoridades levaram a cabo 16 buscas simultâneas em Istambul, segundo apurou a Reuters.

A CNN foi visitar o bairro onde ocorreram as buscas e descobriu alguns dados sobre este atentado que fez, segundo a última informação, 44 mortos. Um menino paquistanês, com três anos, não resistiu aos ferimentos.

Em Fatih, os vizinhos estavam longe de adivinhar que os homens que habitavam um dos apartamentos eram jihadistas. Bekir Yar Emlak, que arrendou o apartamento, reconheceu os seus inquilinos nas fotografias que a polícia lhe mostrou dos três homens que se fizeram explodir em Ataturk.

Também uma vizinha, que preferiu não ser identificada reconheceu os homens e recordou que no dia do atentado sentiu um cheiro intenso a químicos. Teve até receio de se tratar de uma fuga de gás.