As inspeções da ONU que investigam o alegado emprego de armas químicas na Síria devem ser realizadas noutros três lugares do país, além de Damasco, declarou hoje o porta-voz da diplomacia russa. Uma exigência que deverá ser discutida na nova reunião do Conselho de Segurança das Nações Unidas que ainda não chegou a acordo para um ataque à Síria.

«Nomeadamente, as inspeções devem ser realizadas, além dos arredores de Damasco, também noutros três lugares, incluindo a povoação de Han al-Assal (perto da cidade de Alepo). Por isso, os inspetores precisam de terminar a sua atividade e apresentar um relatório ao Conselho de Segurança da ONU», lê-se numa declaração de Alexandre Lukachevitch, publicada no sítio do Ministério dos Negócios Estrangeiros russo.

Segundo Lukachevitch, se for necessário mais tempo para realizar esses objetivos, essa possibilidade está prevista no acordo entre as autoridades sírias e o secretariado da ONU.

No entanto, a pressão internacional para uma intervenção internacional aumenta e os inspectores que estão no terreno à procura de provas deverão deixar a região já este sábado.

Esta quinta-feira, David Cameron afirmou que não há 100% de certeza sobre a autoria dos atentados químicos, no entanto, o primeiro-ministro britânico afirmou que está convencido de que a responsabilidade recai sobre o regime sírio. Cameron afirmou ainda que qualquer intervenção do Reino Unido será decidida pelo parlamento britânico e não pelo aliado norte-americano.

Ao final da tarde, os cinco membros permanentes do Conselho de Segurança das Nações Unidas vão reunir a partir das 18:30 para abordar novamente o tema do alegado atentado químico.

Segundo uma fonte diplomática avançou à Reuters, a nova reunião foi pedida pela Rússia, depois de ontem os cinco membros não terem chegado a acordo para uma resolução que autorize o uso «de toda a força necessária» na resposta ao ataque químico de 21 de Agosto.

Notícia atualizada às 18:00