A polícia grega procura dois migrantes, registados na Grécia, por ligações aos atentados de Paris, avança a AFP. As autoridades francesas pediram às congéneres gregas para confirmarem as impressões digitais e o passaporte de um deles e as impressões digitais de outro, já que se suspeitava que podiam ter entrado na Europa através da Grécia.
 
Pelo menos um passaporte sírio foi encontrado junto ao corpo de um dos suspeitos dos sete ataques de sexta-feira. 

Uma fonte do Governo grego revela que um dos suspeitos que morreram nos atentados em Paris passou pelo país no início de outubro. O passaporte encontrado junto ao homem armado encontrado morto revela, de acordo com a imprensa internacional, que ele chegou à Europa através da ilha grega de Leros, onde terá chegado de barco.

O Governo grego já fez saber também que o homem foi identificado, à chegada à Europa, de acordo com as regras da União Europeia. 

O grupo extremista autodenominado Estado Islâmico reivindicou, em comunicado, os atentados de sexta-feira em Paris, que causaram pelo menos 129 mortos, entre os quais um português, e 352 feridos, 99 em estado grave.

Oito terroristas, sete deles suicidas, que usaram cintos com explosivos para levar a cabo os atentados, morreram, segundo fontes policiais francesas.

Os ataques ocorreram em pelo menos seis locais diferentes da cidade, entre eles uma sala de espetáculos e o Stade de France, onde decorria um jogo de futebol entre as seleções de França e da Alemanha.

A França decretou o estado de emergência e restabeleceu o controlo de fronteiras na sequência daquilo que o Presidente François Hollande classificou como “ataques terroristas sem precedentes no país”.