Atualizada às 17:10

«Faremos tudo o que for preciso para defender o nosso país». Barack Obama está irredutível e promete continuar a atacar os rebeldes no autoproclamado Estado Islâmico na Síria e no Iraque. Foi sob as suas «ordens» que iniciou os ataques ontem, na Síria, em paralelo com os que já aconteciam no Iraque. Os EUA estão a ferro e fogo nos dois países.

«Ontem à noite, sob as minhas ordens, as forças armadas dos EUA iniciaram ataques contra alvos do Estado Islâmico na Síria», lê-se num comunicado do Presidente norte-americano, segundo o Twitter oficial da Casa Branca.





O Presidente dos EUA quis destacar a união entre os «amigos e parceiros da Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Jordânia, Bahrein e Qatar, que se juntaram aos EUA neste ataque. Contudo, não precisou qual foi o papel que desempenharam. Disse apenas que «não há apoio bipartidário para a ação que estamos a tomar. A América é sempre mais forte quando estamos unidos». Novo reforço, no mesmo comunicado: «Esta não é uma luta da América sozinha; acima de tudo, as pessoas e os governos do Médio Oriente condenam o Estado Islâmico», argumentou.

Os Emirados Árabes Unidos já vieram confirmar, entretanto, segundo a Reuters, que a sua força aérea participou nos ataques.

A ordem é para manter. «Vamos seguir em frente com o nosso plano», garante Obama, para insistir depois: «Não vamos tolerar refúgios seguros para os terroristas que ameaçam o nosso povo».

Quanto tempo durará a ofensiva?

O chefe de Estado norte-americano enviou esta terça-feira uma carta ao Congresso, na qual diz que «não é possível» saber quanto tempo vão durar as operações na Síria e no Iraque, contra o Estado Islâmico.

O plano do Presidente dos EUA consiste, por agora, em «treinar e equipar» devidamente as forças sírias no terreno, para combaterem contra os rebeldes jihadistas. Não esquecer, porém, que o Governo sírio de Bashar al-Assad quer ser informado dos ataques e dar luz verde para que se efetivem. E essa coordenação parece não estar a ser posta em prática, segundo os jornais internacionais. A ONU, pela voz de Ban Ki-moon, já veio dizer que a ofensiva aérea não foi solicitada pelo Governo sírio, mas ele foi informado de antemão. O líder das Nações Unidas afirmou ainda que os extremistas das zonas alvo de ataques aéreos constituem uma ameaça para a paz e segurança internacionais.

Os ataques na Síria representam uma nova frente de batalha, a par daquela que já é travada no Iraque. Ao que tudo indica, Obama vai reunir-se com o primeiro-ministro iraquiano, Haider al-Abadi, nos próximos dias.

A Casa Branca informou, também hoje, que, para além dos ataques contra os jihadistas, abriu fogo sobre um grupo ligado à Al-Qaeda, que alegadamente estava a ultimar os preparativos para um ataque terrorista nos EUA ou Europa.