Dois alegados membros da Al-Qaeda no Iémen foram mortos num ataque de drones na província de Chabwa, no sul do país, reduto da rede extremista, disse hoje à AFP uma fonte local.

O ataque causou a morte «dos dois ocupantes» de um veículo que circulava em Habban, no sul de Ataq, afirmou a mesma fonte, ao identificar um dos passageiros como Khaled Atef, um primo de um líder da rede naquela província.

Apesar da instabilidade no Iémen, os Estados Unidos afirmaram a sua determinação em continuar a combater a Al-Qaeda na península arábica (Aqpa), considerada por Washington como o braço mais perigoso da rede extremista sunita.

O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, apelou na quinta-feira ao cessar-fogo imediato no Iémen, país onde nas últimas semanas foram registados mais de 800 mortos e 2.700 feridos.

«O Iémen está a arder. Mesmo antes da última escalada de violência, os iemenitas já necessitavam de ajuda humanitária», disse o secretário-geral da ONU durante um jantar do National Press Club, em Washington, à margem das reuniões do FMI e do Banco Mundial.


«Eu lanço um apelo a um cessar-fogo imediato no Iémen de todas as partes» no conflito, acrescentou Ban Ki-moon.

O secretário-geral da ONU defendeu que «o processo de paz diplomático apoiado pelas Nações Unidas é o melhor meio para sair desta guerra, que dura há muito tempo e tem consequências aterrorizadoras para a estabilidade regional».

O secretário-geral da ONU disse que a Arábia Saudita lhe garantiu que «entende a necessidade do processo de paz» e convocou «todos os iemenitas» a participar no mesmo.

Ban também se referiu à demissão apresentada na quinta-feira pelo enviado especial das Nações Unidas para o Iémen, Jamal Benomar, e disse que está à procura de um sucessor para o cargo.

Benomar, um diplomata marroquino, era enviado especial de Ban Ki-moon para o Iémen desde 2012.

Uma coligação liderada pela Arábia Saudita bombardeia posições dos rebeldes xiitas «huthis» há mais de três semanas.

Os rebeldes xiitas e seus aliados, que conquistaram a capital, Sanaa, e várias regiões do norte e do oeste do Iémen, lançaram, em março, uma ofensiva sobre o sul, numa tentativa de tomar o controlo de todo o país.

Em reação, a 26 de março, a Arábia Saudita assumiu a liderança de uma coligação internacional que levou a cabo ataques aéreos contra os «huthis» e respetivos aliados.

O Conselho de Segurança das Nações Unidas aprovou, esta terça-feira, uma resolução que impõe um embargo de armas às milícias xiitas ‘huthis’ do Iémen e exige a retirada do território que conquistaram.

Catorze dos 15 países membros do conselho votaram a favor e a Rússia absteve-se.