três dos quatro suspeitos dos ataques terroristas dos últimos dois dias na capital foram mortos

Hollande destacou «a coragem, bravura e eficácia das forças de segurança», confirmando também que quatro pessoas perderam a vida no supermercado em Vincennes, sem especificar se eram reféns ou não. As autoridades policiais falam em cinco mortos, incluindo o atirador Amedy Coulibaly, que falou com a BFM TV enquanto estava barricado, adiantando já nessa altura que tinha matado quatro reféns.

Já o primeiro-ministro francês, Manuel Valls, que falou poucos minutos depois do Presidente confirmou a conexão entre os crimes.

«Percebemos ontem à noite que há uma ligação entre o bárbaro massacre de Charlie Hebdo e a polícia morta em Montrouge»

Voltando ao Presidente francês, Hollande advertiu que não pode haver nenhuma «facilidade» neste combate. França «resistiu», mas as ameaças continuarão, avisou. Por isso, a segurança será reforçada em todo o país. Se a França for obrigada a utilizar a «força», não hesitará. 

«França não cede a qualquer ato de pressão, não tem medo. Transportamos um ideal maior do que nós, que somos capazes de defender»

Hollande quis esclarecer, ainda, que «os fanáticos não têm nada a ver com a religião muçulmana», apelando à tolerância do país para com os cidadãos que a seguem.

«A unidade é a nossa melhor arma. Nada nos pode dividir»

«A guerra é contra o terrorismo, não contra uma religião, não contra o Islão». «Quando atacamos um muçulmano, porque ele é muçulmano, quando atacamos um judeu porque é judeu, quando atacamos um católico porque é católico, atacamos a França, atacamos os seus valores» 

Domingo, pelas 15:00 locais (14:00 em Lisboa), terá lugar uma marcha pelos valores da liberdade, da democracia, do pluralismo, da igualdade e da fraternidade, em Paris. Vários líderes mundiais já confirmaram a presença, incluindo o primeiro-ministro português, Pedro Passos Coelho e presidente da Assembleia da República, Assunção Esteves. Hollande apela a todos que se unam ao propósito: