A coligação liderada pelos EUA contra o Estado Islâmico matou 10 líderes do Estado Islâmico no mês passado, incluindo indivíduos ligados aos ataques do Paris, adiantou um porta-voz da coligação. 

“Durante o último mês matamos 10 figuras líderes do Estado Islâmico com ataques aéreos, incluindo vários organizadores externos de ataques, alguns dos quais com ligações aos atentados de Paris”, revelou Steve Warren, coronel norte-americano e porta-voz da coligação contra os jihadistas.

 
Uma das vítimas é Abdul Qader Hakim, que, segundo explicou a mesma fonte, facilitou as operações externas do Estado Islâmico e tinha ligações à rede que organizou os ataques de Paris, a 13 de novembro.
 
Abdul Qader Hakim foi morto em Mossul a 26 dezembro. 

Dois dias antes, um ataque aéreo da coligação na Síria, já tinha culminado com a morte de Charaffe al Mouadan, de nacionalidade francesa, um membro do Estado Islâmico com ligação direta a  Abdelhamid Abaaoud, considerado o cérebro dos atentados em Paris.

Ainda segundo Steve Warren,  Charaffe  al Mouadan estava a planear novos atentados contra o Ocidente. Para o coronel norte-americano um dos efeitos do sucesso destes ataques aéreos está já na reconquista da cidade iraquiana de Ramadi, que estava sob controlo do Estado islâmico desde maio.

"Parte desse sucesso pode ser atribuído ao facto da organização estar a perder os seus líderes", concluiu Steve Warren. Acrescentando que, apesar de tudo, "eles ainda têm as suas garras".