O terceiro bombista dos atentados de Bruxelas foi identificado como sendo Najim Laachraoui, um belga que já era procurado por ligações aos atentados de Paris. Análises de ADN terão confirmado as suspeitas da polícia. A informação foi avançada pelo jornal belga De Standaard e já foi confirmada pelo francês Le Monde, sendo que ambos citam fontes policiais. O procurador belga, no entanto, ainda não confirmou esta informação.

Anteriormente, tinha sido avançado que Laachraoui seria o homem ainda em fuga, o quarto terrorista e o único que não se fez explodir no aeroporto. Todavia, as análises realizadas indicam agora que Laachraoui fez-se mesmo explodir no aeroporto.

O bombista era procurado pelas autoridades desde 4 de dezembro de 2015, altura em que o seu ADN foi identificado nas provas recolhidas dos atentados de Paris. 

O belga de 25 anos é suspeito de ter fabricado as bombas que provocaram 130 mortos em França. 

Na imagem captada pelas câmaras de vigilância do aeroporto, Laachraoui é o suspeito que está mais à esquerda.

Assim, as autoridades já conseguiram identificar três dos terroristas dos ataques, faltando o quarto suspeito que estará em fuga.

Os irmãos Khalid e Ibrahim El Bakraoui foram os primeiros suspeitos a serem identificados. Khalid El Bakraoui fez-se explodir no metro em Maelbeek, Ibrahim (na foto em cima, à direita) morreu no aeroporto. A identidade dos irmãos foi confirmada pelo procurador federal belga, Frederic Van Leeuw.

O procurador desmentiu, ao final da manhã desta quarta-feira, em conferência de imprensa, a informação que vinha sendo veiculada pelos órgãos de comunicação belgas. A RTBF tinha avançado que os dois homens vestidos de negro na imagem das câmaras de vigilância eram os irmãos El Bakraoui. Com efeito, um dos irmãos foi responsável pelo ataque no aeroporto, mas o outro estava a alguns quilómetros, em Maebeek.

O procurador acrescentou que Ibrahim El Bakraoui deixou um testamento no computador. Segundo o magistrado, depois da detenção de Salah Abdeslam, o suspeitos dos ataques de Paris em novembro de 2015, o bombista suicida dava conta de não saber o que fazer e recusava-se a "acabar numa cela".

Sentir-me num precipício, não saber o que fazer, ser procurado por todos, nunca estar descansado, e uma situação que se arrasta, o risco de acabar como ele [Salah Abdeslam] numa cela”. 

Os irmãos, de 27 e 30 anos, já tinham sido condenados, em 2010 e 2011, um por carjacking e o outro por roubo a um corretor da bolsa, segundo o Dernière Heure (DH), mas não estavam referenciados por atos terroristas. 

Um suspeito por identificar

Frederic Van Leeuw começou a sua comunicação por confirmar que o suspeito, que é visto na imagem mais à direita e que terá conseguido fugir do aeroporto, continua a monte. 

 

Identificados os bombistas do aeroporto. 1. Najim Laachraoui ; 2. Ibrahim El Bakraoui

 

Caça ao homem continua

Logo depois dos atentados, a polícia encetou uma caça ao homem, com várias buscas em Bruxelas. Foram encontrados 15 quilos de explosivo TATP, 150 litros de acetona, 30 litros de água oxigenada, detonadores e material variado usado no fabrico de bombas, e ainda pregos. 

Os ataques fizeram 31 mortos e 270 feridos, segundo o balanço apresentado pelo procurador.