A Bélgica pediu ajuda à Agência de Segurança Nacional dos Estados Unidos (NSA) para apanhar Salah Abdeslam, suspeito chave dos ataques de Paris.

Salah Abdeslam foi encontrado e detido na Bélgica em março e extraditado para França no final de abril. Contudo, de acordo com o BuzzFeed News, a investigação só deu frutos quando as autoridades belgas recorreram à NSA para monitorizar os telefones de várias pessoas que estiveram no funeral de outro suspeito, na esperança de que eles os levassem a Abdeslam.

Em causa, o funeral de Chakib Akrouh, que se fez explodir três dias depois dos ataques de Paris em confronto com a polícia. Quando os seus restos mortais foram finalmente identificados, a família organizou o funeral, que se realizou em março.

As autoridades belgas observaram detalhadamente a cerimónia e perceberam que teriam de obter o máximo de informação possível de todos os presentes, o que as levou a contactar a NSA e pedir ajuda para recolher dados dos telefones.

A agência norte-americana recusou, no entanto, fazer quaisquer comentários sobre a operação.

O único sobrevivente do comando extremista que perpetrou os atentados de Paris, Salah Abdeslam, foi interrogado pela primeira vez pelos juizes franceses a 20 de maio, mas, segundo o seu advogado, manteve-se em silêncio no tribunal.