Os jornalistas turcos receiam que a liberdade de imprensa esteja sob ameaça na Turquia, na sequência das operações dirigidas recentemente pelo poder político contra profissionais e executivos de grupos editoriais.

Para Sevgi Akarçesme, uma colunista do Zaman, o diário de maior circulação na Turquia, o jornalismo é «uma das profissões mais perigosas» na Turquia atual, denunciando que a liberdade de imprensa está por um triz, cita a Lusa.

A meio de dezembro, a polícia turca lançou um raide contra diversos órgãos de comunicação, por todo o país. Pelo menos 23 pessoas foram detidas, a maioria jornalistas.

Dois dos alvos foram uma televisão e um jornal ligados ao clérigo muçulmano Fethullah Gulen, um antigo aliado do presidente, atualmente a viver nos Estados Unidos.  

Com palavras de ordem como «a imprensa livre não pode ser calada», dezenas de pessoas protestaram contra as detenções no exterior do jornal, em Istambul.  
  
A operação marca uma escalada no combate aos críticos do presidente Recep Tayyip Erdogan e, em especial, à chamada Rede Gulen.  
  
Além de Istambul, houve detenções noutras cidades do país. A repressão foi denunciada por associações turcas de jornalistas.