"A França e a Bélgica estão novamente ligadas pelo horror", disse François Hollande esta terça-feira de manhã, em reação aos ataques em Bruxelas, que ocorreram passados poucos dias da detenção de um dos suspeitos dos ataques de Paris de novembro de 2015. 

O presidente francês apelou à cooperação internacional nesta "guerra" contra o terrorismo, que "vai ser longa" e que exige "sangue frio" e decisões "lúcidas", cita o Libèration. 

François Hollande anunciou um reforço do controlo de fronteiras. 

"Aquilo que mais temiam, aconteceu”

O primeiro-ministro belga, Charles Michel, afirmou "aquilo que mais temiam, aconteceu”, face aos ataques perpetrados por terroristas no aeroporto e no metro de Bruxelas, esta terça-feira de manhã. O governante condenou os "ataques cobardes e cegos" que mataram inocentes e civis, 

Charles Michel confirmou que o ataque do aeroporto foi levado a cabo por um bombista suicida. Sem adiantar o número, referiu que “há muitos mortos, muitos feridos”.

O primeiro-ministro francês apelou à “calma e solidariedade” e “unidade” neste “momento trágico”, reconhecendo que há questões sobre a segurança na Bélgica que se vão colocar nos próximos tempos. 

O primeiro-ministro francês, Manuel Valls, salientou hoje que a Europa está “em guerra” e que para enfrentar a atual ameaça terrorista é necessária a mobilização de todos.

"Estamos em guerra"

O homólogo francês, Manuel Valls,, por seu turno, veio a público dizer que “estamos em guerra. A Europa sofre desde há vários meses atos de guerra. E perante esta guerra é necessária uma mobilização de todas as instâncias”, disse Valls no final de uma reunião do gabinete de crise no Eliseu.

Antes, o ministro do Interior francês, Bernard Cazeneuve. informou que seriam destacados mais 1600 polícias para gares, estações e aeroportos franceses. 

Salah Abdeslam foi detido em Bruxelas no dia 18

No dia 18, Charles Michel foi um espectador atento das operações policiais que culminaram na detenção de Salah Abdeslam, o suspeito dos ataques de Paris.

“Detivemos Salah Abdeslam no quadro de investigações relacionadas com os atentados de Paris. É um sucesso nesta batalha contra o terrorismo e muito importante para a democracia e contra o abominável obscurantismo”, disse, na altura, Charles Michel.

O primeiro-ministro belga Charles Michel e o Presidente francês François Hollande deram uma conferência de imprensa conjunta ao início da noite desse dia,em Bruxelas.

François Hollande, por seu turno, dizia: “A luta ainda não terminou". Tinha razão.