Uma maternidade, no noroeste da Síria, foi atingida por um ataque aéreo que vitimou, pelo menos, duas pessoas e feriu bebés que estavam em incubadoras.

As instalações do hospital são apoiadas pela organização não-governamental Save de Children (em português, "salvem as crianças"), que, segundo a BBC, referiu que as vítimas mortais eram familiares das crianças hospitalizadas.

Entre os feridos encontram-se vários bebés, cujas incubadoras caíram durante o ataque aéreo, uma mulher grávida de seis meses e também pessoal do centro médico.

Segundo a mesma fonte, o bombardeamento atingiu a entrada do edifício, situado na localidade rural de Idlib.

Segundo a Save the Children, o hospital tem a capacidade para cerca de 1,3 mil mulheres e crianças por mês. Só em junho, nasceram 340 crianças naquelas instalações.

Entre o último domingo e segunda-feira, quatro hospitais de campanha e um banco de sangue na cidade de Aleppo foram atingidos por ataques aéreos. Dos ataques, pelo menos um bebé de dois dias morreu.

Imagens do local mostram parte do edifício destruído. A autoria do bombardeamento ainda não é conhecida.

Este incidente junta-se às recentes ocorrências que dão conta de ataques aéreos contra civis. Ativistas na Síria têm apontado responsabilidades à coligação internacional sobre um ataque aéreo que matou pelo menos 28 civis numa vila do nordeste sírio perto de Manbij. Os EUA dizem que abriram uma investigação para apurar o que aconteceu.

Esta sexta-feira, a ONU apelou à Rússia para poder controlar a entrega de ajuda humanitária em Aleppo. A Rússia, apoiante do governo de Bashar al-Assad, abriu na quinta-feira três corredores humanitários para civis e rebeldes não armados, e um quarto para rebeldes armados na cidade.

Atualmente, cerca de 300 mil pessoas estão retidas no interior de Aleppo, cidade que sofrido fortes bombardeamentos.

A Síria tem sido palco de violentos confrontos entre as forças do exército, apoiadas pela coligação internacional liderada pelos Estados Unidos, e os rebeldes que se manifestam contra Bashar al-Assad.