A Comissão dos Assuntos Externos do Senado norte-americano elaborou na terça-feira uma proposta de resolução que autoriza uma intervenção militar na Síria durante 60 dias com uma extensão possível até 90 dias.

O prolongamento da operação militar por 30 dias além dos 60 terá de ser aprovado pelo Congresso, segundo fontes do Senado citadas pelo jornal Washington Post.

Esta resolução, que poderá ser votada esta quarta-feira na Comissão dos Assuntos Externos do Senado, proíbe o envio de tropas para o terreno à exceção de pequenas missões de resgate em caso de emergência.

O Governo do Equador voltou, ainda na terça-feira, a opor-se a uma eventual intervenção militar dos Estados Unidos na Síria, alertando para o «terrível precedente» que geraria uma ação unilateral sem a aprovação das Nações Unidas.

«Não aceitaremos nada que não esteja autorizado pela ONU e mesmo que haja autorização da ONU reservamo-nos o direito de questionar esta decisão», afirmou na terça-feira o Presidente do Equador, Rafael Correa, em conferência de imprensa.

O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, alertou na terça-feira para as consequências de um ataque de castigo contra o regime sírio por alegadamente ter utilizado armas químicas, mas também apelou para o Conselho de Segurança assumir a sua responsabilidade no conflito nesse país.

O Presidente russo, Vladimir Putin, solicitou esta quarta-feira ao ocidente que apresente provas convincentes do alegado ataque com armas químicas na Síria ao Conselho de Segurança das Nações Unidas sublinhando que Moscovo irá reagir decisivamente se for provado o envolvimento do regime.

«Se não houver elementos de sustentação que foram usadas armas químicas pelo exército regular ¿ então essas provas terão de ser apresentadas no Conselho de Segurança. E terão de ser convincentes», disse Vladimir Putin numa entrevista à Channel One antes da cimeira do G20 que decorrerá esta semana.

O Presidente russo salientou ainda que havendo provas da utilização de armas químicas e do autor dessa utilização, então a Rússia «estará pronta para atuar de forma decisiva e séria».