ACTUALIZADO ÀS 17H13

A selecção nacional de críquete do Sri Lanka foi esta terça-feira alvejada por uma dúzia de homens armados, em Lahore, no Paquistão. A caravana de selecção foi atacada com metralhadoras e granadas quando se dirigia para o estádio Gaddafi, onde iria defrontar a selecção nacional do Paquistão, mas não chegou ao destino. Cinco das vítimas mortais são polícias, a outra vítima mortal é um motorista. Sete jogadores e o treinador-adjunto focaram feridos, noticia a estação de televisão britânica BBC.

A polícia paquistanesa refere que pelo menos 12 homens armados dispararam sobre a comitiva do Sri Lanka, cerca das 9h00 locais. O ministro paquistanês da Informação Sherry Rahman revelou à CNN que o grupo de atacantes se encontra a monte e que ainda ninguém foi preso.

Pelo menos sete jogadores e um treinador ficaram feridos no ataque, embora a maior parte apresente ferimentos ligeiros. Os batedores da equipa Tharanga Paranavitana e Thilan Samaraweera apresentam ferimentos de bala, refere o ministro dos Negócios Estrangeiros do Sri Lanka. Estilhaços de vidro do autocarro provocaram ferimentos no capitão da equipa, Kumar Sangakkara, noutros quatro jogadores e no treinador-adjunto, Paul Fabrece. Nenhum dos feridos corre risco de vida.

O Governo do Sri Lanka já reagiu. O porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros disse esta terça-feira de manhã que o ataque à equipa nacional de críquete é «ultrajante».

O mesmo porta-voz revelou que o ministro Rohitha Bogollagama se deslocou ao Paquistão. As autoridades do Sri Lanka e do Paquistão trabalham agora em conjunto para assegurar um regresso seguro da equipa a casa.

Do que conta a CNN, o ataque ainda não foi reivindicado, mas as autoridades do Sri Lanka apostam nos separatistas Tamil que têm levado a cabo uma guerra civil sangrenta no sudeste daquela ilha asiática.

A BBC, que também cita fontes oficiais, refere que o ataque tem características semelhantes aos atentados de Novembro de 2008 em Mumbai, na Índia, que foram reivindicados por militantes islâmicos no Paquistão.