Um autocarro explodiu, esta terça-feira, no sul das Filipinas, matando nove pessoas e deixando 17 feridas. A informação foi avançada por fonte oficial à Reuters, que culpou um grupo de rebeldes muçulmanos pelo ataque.

 

O autocarro partiu de Wao, na província de Lanao del Sur, uma comunidade muçulmana, e dirigia-se ao maior centro comercial de Cagayan, em Oro City, no norte da ilha, quando a bomba explodiu às 17:45, informou um porta-voz do exército.

 

«Ainda estamos a investigar o incidente», declarou o Major Christian Uy, acrescentando que os feridos tinham sido transportados para o hospital mais próximo.

 

O grupo islâmico Bangsamoro Freedom Fighters (BIFF), que se separou da Frente de Libertação Islâmica de Moro (MILF), foi considerado responsável pelo ataque.

 

«Eles estavam a extorquir dinheiro à empresa de autocarros. Estavam a tentar enviar uma mensagem porque não estavam a conseguir ter o que queriam», disse um polícia.

 

O conflito de 45 anos, que já matou mais de 120 mil pessoas e obrigou dois milhões a deslocarem-se, terminou em Março, com o tratado de paz assinado pelo governo e pelos rebeldes islâmicos pertencentes à Frente de Libertação Islâmica de Moro (MILF), na ilha Mindanao.

 

O governo prometeu que seria concedida uma área autónoma aos muçulmanos, no sul do país, em troca da rendição dos rebeldes e do desmantelamento da guerrilha.