O artista Lars Vilks, que este sábado esteve presente no debate que foi alvo de um ataque em Copenhaga, vive sob fortes medidas de segurança há vários anos e já foi, por diversas vezes, ameaçado. O artista sueco ficou conhecido pelas suas caricaturas do profeta Maomé, nas quais este é apresentado com o corpo de um cão.

Quando os desenhos foram divulgados, em 2007, as reações de alguns países islâmicos foram de forte contestação.


 
 
Em 2010, o artista chegou mesmo a ser agredido quando dava uma conferência na faculdade de Arte da Universidade de Uppsala, na Suécia.

«O agressor estava sentado à minha frente e atirou-se sobre mim», disse na altura.


Um grupo vinculado à Al-Qaeda chegou mesmo a oferecer um prémio de cerca de 100 mil dólares a quem assassinasse o cartoonista.

Em março de 2010, a polícia irlandesa anunciou a detenção de sete muçulmanos supeitos de envolvimento num plano para raptar e matar Vilks.

O debate sobre o islamismo e a liberdade de expressão tem estado na ordem do dia, depois do ataque ao jornal satírico «Charlie Hebdo», o mês passado, em Paris, ter abalado a França e o mundo.

Cidadãos de todo o mundo e chefes de Estado e de governo uniram-se em manifestações pela defesa dos direitos de liberdade de expressão.

Este sábado, o tiroteio em Copenhaga parece ter voltado a acender esta discussão.