A condenação durou apenas dois meses e foi só para dois acusados.

Em abril, a s autoridades paquistanesas revelaram que dez talibãs tinham sido considerados culpados da tentativa de assassinato de Malala e, por isso, tinham sido condenados a 25 anos de prisão. 

Agora, graças a uma investigação do jornal britânico "Daily Mirror", que tentou localizar os dez homens nas prisões do Paquistão, descobriu-se que oito deles estão em liberdade. 

Eles terão sido absolvidos por falta de provas durante o julgamento, que esteve sempre rodeado de secretismo e foi realizado à porta fechada. 

Malala Yousafzai foi distinguida com o Prémio Nobel da Paz em 2014, quando tinha apenas 17 anos de idade, pelo seu trabalho em favor dos direitos das mulheres e das jovens no Paquistão e nos países islâmicos.

Dois anos antes, esteve às portas da morte depois de ter sido alvejada na cabeça quando estava dentro de um autocarro escolar. Os talibãs tinham-na colocado na sua lista de alvos a abater por defender o direito das raparigas paquistanesas à educação.

Tanto quanto se sabe, ela continua nessa lista.