O presidente tunisino, Beji Caid Essebsi, decretou este sábado o estado de emergência no país, uma semana após o ataque terrorista, numa praia, que culminou na morte de 38 pessoas, segundo uma fonte do seu gabinete, de acordo com a agência TAP citada pela Reuters. 
 
O ataque levado a cabo por um extremista islâmico na praia de Sousse, tirou a vida a 38 pessoas, na maioria britânicas. Há também uma portuguesa entre as vítimas.
 
O estado de emergência permite ao governo uma maior flexibilidade no uso do exército e reforça a autoridade policial, para além de restringir alguns direitos, como explica a Reuters.
 
Desde 2011, altura da primavera árabe, que o país não decretava o estado de emergência.
 
Destino turístico de muitos, a Tunísia viu o medo instalar-se entre os estrangeiros que preferiram cancelar as suas férias no país em vez de ir para lá com medo.
 
Milhares de turistas estrangeiros também deixaram a Tunísia, no dia seguinte ao atentado ao hotel reivindicado pelo grupo extremista Estado Islâmico.
 
A ministra tunisina do Turismo, Salma Elloumi, não teve logo dúvidas de que aquele ataque era uma "catástrofe" para a economia do país e que iam ressentir-se com as quebras no Turismo. 
 
O terrorista morto era um jovem estudante de Kairouan, conhecida como a "cidade das 50 mesquitas", a 58 quilómetros de Sousse. 
 
Seifeddine Rezgui assassinou indiscriminadamente todos os turistas que encontrou na praia em frente do hotel Riu Imperial Marhaba, em Sousse, na Tunísia. 

O governante contou que o jovem abatido pelos seguranças do hotel desembarcou na praia com uma Kalachnikov escondida dentro do guarda-sol que transportava. Em seguida disparou sobre os turistas que ali se encontravam, mas foi rapidamente neutralizado e abatido. Os tunisinos acabaram por ser uns verdadeiros heróis