O gabinete do governador da província turca de Gaziantep, Ali Yerlikaya, anunciou este domingo que o número de mortos causados pelo atentado que teve outra vez como alvo um casamento, desta vez perto da fronteira síria, subiu para 50, com a presidência a responsabilizar o Estado Islâmico.

Em comunicado citado pela AFP, o gabinete de Yerlikaya declarou que “o número dos mortos nos atentados terroristas é, neste momento, 50”, elevando o balanço anterior que dava conta de 30 vítimas mortais.

O Presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, já afirmou que o ataque foi provavelmente levado a cabo pelo Estado Islâmico, acrescentando, citado pela Al-Jazeera, que a Turquia tem uma mensagem para os atacantes: “Não serão bem-sucedidos”.

A cerimónia estava a decorrer este sábado à noite em Gaziantep, no Sudeste da Turquia, a cerca de 64 km da fronteira com a Síria. 

O último balanço do número de vítimas foi feito pelo governador da província, Ali Yerlikaya, à televisão CNN turca. O governante anunciou que se tratou de “um atentado terrorista” que pode ter sido perpetrado por um kamikaze.

Também o vice-primeiro-ministro Mehmet Simsek indicou à emissora NTV que as suspeitas apontam para um ataque suicida.

Foi um ataque bárbaro. Parece ter sido um ataque suicida. Todos os grupos terroristas, o PKK, Daesh, o (movimento Gulen) estão a ter como alvo a Turquia. Mas se Deus quiser, venceremos"

 

Outro governante, Samil Tayyar, escreveu no Twitter que as autoridades acreditam que serão militantes do Estado Islâmico a estar por detrás do que aconteceu, segundo a tradução da Reuters.

Explosões de carros armadilhados marcaram os últimos dias no leste da Turquia. As autoridades atribuíram a autoria dos atentados aos separatistas curdos do PKK.

A província de Van foi uma das regiões atingidas por uma das bombas, que deflagrou junto a uma esquadra de polícia e atingiu também os festejos de um casamento.

Estes ataques têm estado, em muitos casos, ligados à evolução da guerra na Síria. No norte do país e a sul de Gaziantep, houve ferozes combates entre as forças YPG curdas eos militantes jihadistas do Daesh.