A polícia francesa deteve, este domingo de manhã, uma mulher e um homem suspeitos de ligações ao camionista que levou a cabo o massacre na marginal de Nice, na quinta-feira, noticia a Reuters. Mais dois detidos que se juntam a pelo menos outros quatro, que estão sob custódia das autoridades. A ex-mulher do camionista também foi levada pela polícia. 

Segundo o último balanço oficial, 84 pessoas morreram  e há muitos feridos em estado grave no hospital. Numa altura em que a marginal da cidade francesa já foi reaberta ao público, muitos ainda procuram familiares e amigos. 

Depois do Campeonato Europeu de Futebol ter decorrido sem problemas de maior, apesar das ameaças de ataques terroristas no país e da França estar em estado de emergência desde os atentados de novembro de 2015 que mataram 130 pessoas, a França comemorava o seu dia nacional. Na hora do fogo de artifício, no Passeio dos Ingleses, famílias inteiras olhavam para o céu quando o inferno desceu à rua. Um camião investiu sobre a multidão na marginald e Nice. 

Como é que aquele camião conseguiu chegar àquelas pessoas é uma pergunta ainda sem resposta. O presidente reuniu o gabinete de crise, a oposição pediu a demissão do ministro do Interior. O estado de emergência foi prolongado até outubro, mas já nem isso serve de garantia. Afinal, foi numa França em estado de emergência que houve novo massacre de civis, incluindo crianças. 

 

 

E foi precisamente este ministro do Interior, Bernard Cazeneuve, que veio a público admitir que o homem de 31 anos, franco-tunisino, não estava referenciado por atividades terroristas junto das autoridades, assumindo que a radicalização foi rápida. O atentado foi reivindicado pelo Estado Islâmico. 

 

 

Horas de união entre os franceses, assim pede o governo, que apela a todos os que queiram e possam que se alistem e se tornem reservistas, de modo a reforçar a segurança no país da liberdade, da faternidade e, agora, do medo.