O homem, com cerca de 50 anos, que morreu decapitado, esta sexta-feira, em França, no ataque que François Hollande já classificou como terrorista, era chefe do suspeito, avança a agência de notícias France Press, que cita uma fonte próxima da investigação.
 
O ataque desta manhã a uma fábrica, perto de Lyon, começou com várias explosões e fez pelo menos mais dois feridos. A cabeça da vítima foi encontrada nos portões da fábrica americana Air Products, em Saint-Quentin-Fallavier, no leste de França. A cabeça estava rodeada por duas bandeiras islâmicas.
 
Segundo as informações recolhidas por outra agência de notícias, a AP, a vítima foi morta num local longe da fábrica. Citando um oficial de segurança francês, a agência informa também que a vítima era um homem de negócios francês.
 
A BFM TV vai mais longe e adianta que o homem era o gerente de uma empresa de distribuição que era a proprietária do veículo que foi usado no ataque e que alegadamente tinha autorização para entrar nas instalações da fábrica.
 
O suspeito do ataque,  Yacine Sali, de 35 anos, está detido, depois de ter sido “dominado e neutralizado por um bombeiro”, e as autoridades francesas têm no terreno uma operação policial para apurar se existem mais cúmplices do crime e deteve já um número indeterminado de pessoas.
 
O ministro do Interior, Bernard Cazeneuve, de visita ao local adiantou já alguns pormenores sobre o suspeito. "Este homem tinha ligações com o movimento salafista, mas não foi identificado como tendo participado em atividades de natureza terrorista". O salafismo é uma corrente extremista do ramo maioritário do Islão, o sunismo.

Uma das primeiras equipas de emergência a chegar ao local ouviu Salhi gritar “Alá é grande”, segundo a fonte.

Os media franceses adiantam que as autoridades acreditam que ambos viviam em Saint-Priest, Lyon, e que têm três filhos, com idades entre os seis e os nove. Um vizinho citado pelos jornalistas classifica a família como “sossegada”.

Segundo avança a France Info, a irmã do suspeito foi detida. 

 
A mulher do presumível atacante terá sido também detida, segundo a AFP, mas antes falou à rádio francesa Europe 1 e disse que o marido é motorista de uma empresa de entregas.

"Não sei o que aconteceu, foi detido? Esta manhã saiu às 07:00 . Trabalha como distribuidor. Não voltou a casa entre as 12:00 e as 14:00 e estava à espera dele à tarde. Dizem que é um atentado, mas não é possível. Conheço o meu marido, temos uma vida familiar normal”, disse.


A mulher garantiu ainda que são "muçulmanos normais".

O presidente francês, François Hollande, declarou o aumento do alerta de terrorismo para o nível mais elevado para os próximos três dias. O alerta de segurança está em vigor apenas na região sudeste de Rhone Alpes e não em todo o país.