João Lousada é português e está a "viver" em Marte há um mês. Ou melhor, está a viver há um mês no deserto do Sultanato de Omã, na Península Arábica, onde está localizado o centro de simulação de uma missão a Marte.

Graças às temperaturas que podem chegar aos 51 graus centígrados e às paisagens áridas do deserto, foi possível recriar aquilo que os astronautas podem encontrar numa viagem - literal - a Marte.

Durante todo o mês de fevereiro, João Lousada, subcomandante da entidade organizadora (Fórum Espacial Austríaco), vai-se juntar a mais cinco cientistas para dar início a à missão "AMADEE-18". A experiência conta ainda com a participação de organizações de 25 países, que pretendem otimizar as questões tecnológicas inerentes à missão, ao mesmo tempo que garantem que todos os objetivos são cumpridos. 

Ao longo das quatro semanas em Omã, a equipa pretende testar atividades humanas na "falsa superfície marciana", que serão simuladas e executadas por cinco cientistas, entre eles o português João Lousada, subcomandante do campo do Fórum Espacial Austríaco e colaborador da empresa alemã com larga experiência no espaço, GMV INSYEN

Cada missão que fazemos no espaço torna-se mais cada vez mais complexa e difícil (...)", afirma João Lousada num vídeo em que são também revelados alguns detalhes da missão. 

 

O Centro de Apoio à Missão está localizado em Innsbruck, na Áustria, e vai comunicar com a equipa com um atraso de 10 minutos, simulando assim o tempo de propagação do sinal entre Marte e a Terra. 

Os pormenores da "AMADEE-18" podem ser acompanhados na página do Fórum Espacial Austríaco, bem como nas respetivas redes sociais. 

 

 

Recorde-se, ainda, o recente lançamento do foguetão "Falcon 9", que pretende ser um tipo de foguetão capaz levar o Homem a Marte.