Um homem no Reino Unido utilizou o site Amazon para assediar uma mulher. Mark Willis, de 28 anos, recorreu ao serviço que permite enviar presentes de forma anónima para fazer chegar à vítima livros com conteúdo sexual explícito. Aterrorizada, a mulher pediu ajuda à empresa, que recusou revelar-lhe o nome do stalker (perseguidor).

De acordo com o «The Telegraph», a vítima, Laura Richards, contou, em tribunal, que não fazia a menor ideia de quem lhe enviava os livros. Como o gigante de compras online recusou revelar o remetente das encomendas por «razões de confidencialidade», a mulher pediu ajuda à polícia que acabou por identificar o homem na própria casa em Newport, no País de Gales, e o prendeu por assédio.

Interrogado pela polícia, Mark Willis disse ter pensado que a mulher gostaria dos livros.

Em tribunal, ficou a saber-se que o perseguidor também usou perfis falsos no Facebook para bombardear a vítima e outras duas mulheres com mensagens de cariz «sexual». E foi precisamente através desses perfis no Facebook que a polícia conseguiu localizá-lo.

Ao ditar a sentença, o juiz Jim Davis disse esta sexta-feira estar convencido «de que o réu sabia, ou deveria saber, que a sua conduta corresponde a assédio».

O arguido negou três acusações por assédio, sem violência, mas acabou condenado pelo tribunal de Newport. Mark Willis foi condenado a seis meses de prisão com pena suspensa por 18 meses, com obrigação de comparência periódica e hora de recolher.

A Amazon recusou comentar o caso, mas o site refere que os clientes geralmente incluem uma «mensagem» no talão de entrega ou um cartão dentro dos presentes. E acrescenta: «Se não houver nenhuma mensagem, pedimos desculpa, mas por motivos de confidencialidade, não podemos revelar quem lhe enviou o presente».

Laura Richards afirmou ao «The Telegraph» que o perseguidor da Amazon a deixou aterrorizada: «Um stalker sentado atrás de um computador pode escolher as vítimas ao clicar num botão. Isso pode causar ansiedade real, especialmente se for feito de forma anónima». «Enviar prendas desta forma não é romântico, pode ser aterrador e é um crime», rematou.