O México registou em maio passado 2.186 assassinatos, o valor mais alto dos últimos 20 anos, desde que o Secretariado Executivo do Sistema Nacional de Segurança Pública (SESNSP) começou estes registos.

Em maio, foi registada uma média de 70,5 assassinatos por dia, o que elevou o registo para um total de 9.916 nos primeiros cinco meses de 2017, segundo informação de incidência criminal entre 1997 e 2017, citada pela agência noticiosa espanhola Efe.

Durante os primeiros cinco meses do ano, o SESNSP registou 1.928 casos de homicídios intencionais no mês de janeiro, 1.826 em fevereiro, 2.021 em março e 1.955 em abril, para além dos 2.186 de maio.

O maior número de casos registou-se no Estado do México (225 assassinatos), seguido pelas localidades de Guerrero, com 216, e Baja California, con 197, indicou o Secretariado no seu relatório.

Por seu turno, os Estados de Yucatán, Campeche e Tlaxcala tiveram o menor número de incidencias, com 3,5 e 9, respetivamente, indicou a mesma fonte.

Já em 2016, o México contabilizou um total de 20.549 assassinatos, com uma incidência média mensal de 1.712 casos, segundo informaçao do SESNSP, divulgada todos os meses.

Relativamente aos sequestros, em maio passado foram registados 100 casos, contabilizando um total anual de 484.

As autoridades mexicanas apontam também 522 delitos por extorsão em maio, número que se junta à soma de 2.416 nos primeiros cinco meses do ano.

Em maio deste ano, o Instituto Internacional Estudos Estratégicos 2017 considerou o México como o segundo país mais violento do mundo, depois da Síria, e acima do Afeganistão e do Iraque.

A mesma entidade estimou terem havido 23.000 assassinatos no México no ano passado, abaixo dos 50.000 registrados na Síria, dos 17.000 no Afganistão e dos 16.000 apontados no Iraque.

Confrontado com estes números, o Governo mexicano desvalorizou esta informação, considerando que não tinham sustentação pois utilizaram dados de origem desconhecida e estimativas baseadas em metodologias incertas, e aplicaram condições jurídicas.