O primeiro-ministro talvez menos ortodoxo da Europa, o socialista belga Elio di Rupo, sofreu na segunda-feira um episódio fora do comum para um chefe de Governo. Depois de concluir mais um dia de trabalho na sede da Comissão Europeia, em Bruxelas, Elio di Rupo encontrava-se num ginásio no centro da capital belga, quando um ladrão ou um grupo de ladrões assaltou a viatura oficial e levou o portátil e vários documentos de trabalho do primeiro-ministro. Os assaltantes aproveitaram a ausência do motorista que se encontrava numa livraria próxima.



De acordo com o jornal espanhol «El País», e depois de 48 horas de secretismo absoluto, na quinta-feira, um porta-voz de Elio di Rupo confirmou o assalto, mas negou que o computador portátil roubado tivesse informação confidencial. Isto depois de vários órgãos belgas de comunicação terem especulado que o dispositivo roubado continha informações sigilosas sobre a família Real belga. Para além do portátil e dos documentos de trabalho, o ladrão ou ladrões levaram uma camisa branca, um modem USB e um carregador de telemóvel.

De acordo com fontes do governo, os documentos que se encontram no disco rígido estão protegidos e foi o próprio Di Rupo a apresentar queixa na esquadra.

Será que os assaltantes estavam à procura de algum documento em particular? Ou será que apenas desconheciam que aquele era o carro oficial do primeiro-ministro? As perguntas colocam-se na comunicação social e as respostas vão ter de esperar. A investigação policial ainda está numa fase inicial e não há qualquer suspeito.

O primeiro-ministro belga já é repetente neste tipo de situações. Há menos de um ano, o computador de Elio di Rupo foi invadido por piratas informáticos chineses.