A Organização para a Proibição das Armas Químicas (OPCW, na sigla em Inglês) atribuiu «um alto grau de confiança» à possibilidade de ter sido utilizado gás de cloro em ataques a três localidades sírias em 2014.

Num relatório da missão da OPCW de investigação no terreno, a que a agência AFP teve acesso na terça-feira, quantifica-se em, pelo menos, 13 os mortos entre as 350 a 500 vítimas dos ataques.

O Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas discutiu o documento na terça-feira, desencadeando um confronto entre EUA, Reino Unido e França, por um lado, e a Federação Russa, por outro, revelaram fontes diplomáticas.

A embaixadora norte-americana, Samantha Power, considerou que o documento forneceu «mais testemunhos do uso de gás de cloro pelo regime sírio».

Em texto distribuído na sua conta na rede social Twitter, Power escreveu: «O regime deve perceber que não basta destruir as CW (sigla para armas químicas em Inglês) declaradas; tem de parar com o bombardeamento de civis com explosivos carregados de químicos».

O relatório não responsabiliza ninguém pelos ataques realizados, entre abril e agosto, nas localidades de Talmenese, Al Tamanah e Kafr Zita.

Mas Power, citando o documento, salientou que 32 testemunhas viram ou ouviram o som de helicópteros quando as bombas caíam. «Apenas o regime sírio tem helicópteros», escreveu.

Durante o encontro, que decorreu à porta-fechada, a Federação Russa, aliada da Síria, insistiu que o assunto deveria ser tratado no âmbito da OPCW, e não pelo conselho de Segurança, informaram fontes diplomáticas.