O presidente sírio, Bashar al-Assad, afirmou, esta quarta-feira, que uma saída negociada da crise passa pelo fim do «terrorismo» e do apoio de «países vizinhos» aos rebeldes, apesar de se mostrar aberto a um diálogo entre «todas as partes».

«A ação política requer primeiro a retenção do terrorismo e do fluxo de terroristas dos países vizinhos, bem como que se ponha fim ao apoio a esses terroristas, seja a nível logístico ou com dinheiro e armas», sustentou Bashar al-Assad, numa entrevista ao canal latino-americano Telesur.

Ao mesmo tempo, defendeu ser «inevitável» um diálogo «entre todas as partes sírias» sobre o futuro do país, mergulhado num conflito interno entre grupos rebeldes e as forças leais a Bashar al-Assad.

Assad afirmou também que uma cimeira em Genebra, sob o auspício da comunidade internacional, para acabar com o conflito é um «passo necessário», mas reiterou que primeiro deve travar-se o «apoio» aos rebeldes que querem derrubá-lo. «A conferência de Genebra é um passo necessário e importante com vista à abertura de um caminho para o diálogo entre as partes sírias, contudo, não substitui o diálogo interno nem a opinião do povo sírio», realçou.