Os líderes dos vinte países com as principais economias mundiais (G-20) constataram, durante o jantar de quinta-feira na sua cimeira, as divisões que mantêm quanto a uma eventual intervenção militar na Síria.

A cristalização das tensões entre o Presidente norte-americano, Barack Obama, e o russo, Vladimir Putin, condensou estas divisões.

O chefe do governo italiano, Enrico Letta, cujo país rejeita qualquer ação sem um mandato da Organização das Nações Unidas (ONU), informou, através da sua conta na rede social Twitter, que o jantar tinha «confirmado as divisões a propósito da Síria».

O mínimo denominador comum encontrado pelos líderes do Grupo dos 20 foi a simples condenação do uso de armas químicas.

Os EUA e os seus aliados, como a França, acusam o regime do Presidente Bachar al-Assad de ter morto com estas armas centenas de civis em 21 de agosto passado. Mas para os opositores a uma intervenção militar externa, como a Federação Russa, os rebeldes também usam estas armas.

«Houve uma condenação geral do uso de armas químicas», segundo uma fonte diplomática francesa.

Vladimir Putin, apoiante do regime de Damasco, tinha decidido transformar este jantar, que acabou cerca da 01:00 locais (22:00 de Lisboa), numa tribuna aberta sobre a crise síria, em que cada um se exprimia sobre o assunto, mas sem procurar necessariamente um acordo.

A guerra na Síria menorizou os temas económicos, abordados habitualmente no G-20.