Ashraf Fayadh, um poeta de 35 anos, foi condenado à morte na Arábia Saudita por apostasia, ou seja, por ter alegadamente renunciado ao Islão. O caso está a gerar polémica e centenas de escritores e poetas de todo o mundo já pediram a anulação da sentença.

Considerado um dos nomes mais importantes na cena artística do país, Fayadh já tinha sido preso em 2013, depois de um homem com quem teve uma discussão ter chamado a polícia religiosa e o ter acusado de insultar o Islão num livro publicado 10 anos antes.

Segundo a CNN, Ashraf Fayadh foi condenado novamente em 2014 a quatro anos de prisão e 800 chicotadas por ter relações "inapropriadas" com mulheres. Mas o Ministério Público recorreu da decisão e, a 17 de novembro, o tribunal de Abha, no sudoeste da Arábia Saudita proferiu nova sentença, ordenando a execução do poeta por apostasia, insultos ao Islão e propagação do ateísmo.

Preso há quase dois anos, Ashraf Fayadh tem agora até dia 17 de dezembro para recorrer.

A sentença gerou reações por parte de grupos defensores dos direitos humanos e figuras públicas e a hastag #FreeAshraf tornou-se viral no Twitter.

   
Também a delegação portuguesa da Amnistia Internacional tem uma petição, que pode ser assinada online, no site oficial da organização, para pedir a anulação da sentença.
 
Segundo a Amnistia Internacional, já foram condenadas à morte 151 pessoas este ano, o número mais alto desde 1995.