Morreu aquele que era considerado por muitos como o “urso polar mais triste do mundo”. Chamava-se Arturo, tinha 30 anos e vivia no Mendoza Zoo, na Argentina. Segundo escreve o jornal Independent, desde que Pelusa, a sua parceira morreu de cancro há quatro anos, este sempre se mostrou triste e deprimido.

Arturo viveu em cativeiro cerca de 20 anos. Além da morte da sua parceira, as condições em que se encontrava também o levavam a revelar sinais de stress significativos. Tal como, as elevadas temperaturas da América do Sul, pouco amigas de um urso polar, o tornavam inquieto, ansioso e desconfortável.

Para tentar melhorar a situação, muitas vezes, os funcionários do zoo deitavam blocos de gelo na sua piscina, que tinha apenas meio metro de profundidade.

Dadas as condições inapropriadas em que se encontrava, foi criada em 2014 uma petição que reuniu mais de meio milhão de assinaturas, incluindo a da cantora norte-americana Cher. A petição queria a transladação de Arturo para o Assiniboine Park Zoo, no Canadá. Defendiam, os autores da petição, que aí teria condições mais parecidas às do seu habitat natural e a possibilidade de conviver com outros da sua espécie.

A sua situação atual é muito triste, e ele merece ser salvo”, lia-se na petição.

Foram muitos também aqueles que se manifestaram, na altura, nas redes sociais:

Apesar das más condições em que se encontrava e das muitas assinaturas reunidas pela petição, Gustavo Pronotto, diretor do Mendoza Zoo, recusou realizar a transferência do animal, alegando que este era demasiado velho para realizar uma viagem tão longa e para a qual tinha de ser sedado.

Os ativistas da Greenpeace, escreve o Independent, sempre consideraram este caso como um exemplo dos maus tratos feitos a animais em cativeiro. Arturo, o urso polar de 408 kg, viveu sozinho os últimos quatro anos da sua vida.

O município de Buenos Aires encerrou, entretanto, o Mendoza Zoo. Este será convertido num parque ecológico para animais de várias espécies. A morte de 64 animais no curto espaço de tempo, entre dezembro e maio, foi um dos motivos alegados para a decisão de fecho.

Este não é o primeiro caso de um zoo encerrado em Buenos Aires.