A artista plástica luxemburguesa Déborah de Robertis causou polémica, há uma semana, ao fazer uma intervenção artística no Museu D'Orsay, em Paris, França. Diante do famoso quadro «L'Origine du Monde» («A Origem do Mundo»), de Gustave Courbet, que retrata uma mulher com as pernas abertas a mostrar a vagina, a artista levantou o vestido e exibiu o próprio sexo ao público, numa performance que intitulou de «O Espelho da Origem».

De acordo com o site Secondsexe, Déborah de Robertis entrou no salão 20 do Museu D'Orsay, conhecido pelo acervo de obras impressionistas, ao som de «Ave Maria» de Schubert, interpretada por Maria Callas. Perante o olhar fuzilante dos guardas do museu, a artista disse um poema sentada a mostrar o sexo.

«Eu sou a origem.

Sou todas as mulheres.

Tu não me viste.

Quero que me reconheças.

Virgem como a água criadora do esperma»

Ao ser coberta por um segurança, o público que aplaudia a perfomance da artista, protestou. A performance não autorizada de Déborah de Robertis, embora muito aplaudida, valeu-lhe uma queixa do museu por «exibição sexual no espaço público».

O jornal francês «Le Figaro» conta que a artista só aceitou sair do museu com a presença da polícia. Déborah de Robertis foi colocada em prisão preventiva, mas o Ministério Público arquivou depois o processo sem mais recurso e chamou-a à atenção para o que vem escrito na lei.

Déborah de Robertis declarou ao jornal «Luxemburger Wort» que não reinterpretou a obra de Courbet para se exibir, mas sim em nome da arte.

«Se tirarmos as coisas do contexto, podemos reduzir esta performance a um ato de exibicionismo. Mas não há nada de impulsivo no que faço. Tudo é bastante pensado. Ao exibir a minha vagina diante daquele quadro, naquela sala, naquele museu, um quadro é recriado», explicou.