O oficial de polícia que se entregou em troca da libertação de reféns no ataque terrorista num supermercado no sudoeste de França morreu, anunciou o ministro do Interior francês.

“O tenente-coronel Arnaud Beltrame deixou-nos. Morreu pela pátria. Nunca a França esquecerá o seu heroísmo, a sua bravura, o seu sacrifício”, escreveu na sua conta da rede social Twitter o ministro francês, Gérard Collomb.

“De coração pesado, encaminho o apoio do país inteiro à sua família, aos seus amigos e aos seus companheiros” da polícia, acrescentou.

O oficial de 45 anos, casado e sem filhos, foi gravemente ferido pelo autor dos ataques.

No Twitter, a polícia francesa prestou "uma homenagem solene" ao camarada que morreu durante a noite.

"Curvo-me à coragem, ao sentimento de sacrifício e exemplaridade do oficial que deu sua vida pela liberdade dos reféns", pode ler-se na mensagem escrita pelo diretor geral da polícia nacional, o general Richard Lizurey.

“Merece a admiração da nação"

O presidente francês, Emmanuel Macron, prestou homenagem ao oficial da polícia Arnaud Beltrame, declarando que “caiu como um herói” nos ataques perpetrados sexta-feira no sudoeste de França e merece “a admiração da nação inteira”.

O tenente-coronel Beltrame ofereceu-se em troca da libertação de reféns, dando “provas de uma coragem e de uma abnegação excecionais”, acrescentou Macron em comunicado.

A morte deste oficial eleva para quatro o número de mortos nos ataques levados a cabo na sexta-feira por Redouane Lakdim - um cidadão francês de origem marroquina, de 25 anos, que já tinha sido detido por radicalização islâmica - em Carcassonne e em Trèbes, no sudoeste do país.

O atacante foi abatido a tiro pelas forças da ordem. O Estado Islâmico reivindicou o ataque.