Michael Dunn, de 47 anos, é acusado de matar um jovem de 17 anos numa bomba de gasolina por causa do volume da música.

O homem alegou que o tiro foi disparado em legítima defesa após ter sido ameaçado: «Pensava que ia morrer», disse esta terça-feira num tribunal da Florida, nos Estados Unidos.

O homicídio aconteceu em 2012, numa bomba de gasolina de Jacksonville, na Florida, quando Dunn estacionou o carro no parque de uma bomba de gasolina a aguardar pela namorada que tinha ido comprar vinho à loja de conveniência.

Ao seu lado estava um monovolume com um grupo de jovens a ouvir música muito alta. Dunn pediu para que baixassem o som e os jovens até acederam ao seu pedido. Mas, o homem alegou que de seguida houve uma série de ameaças.

Primeiro a conversa era só entre os jovens: «Devia matar este filho da mãe», dizia um dos jovens e repetiu-o mais alto.

Michael Dunn perguntou se a frase se dirigia a si e que, de seguida, a ameaça foi-lhe feita diretamente.

Quando um dos jovens abriu a porta do carro, Dunn alcançou a sua pistola no porta-luvas e alvejou-o. O homem explicou que o fez em legítima defesa, acreditando pensar que o adolescente o ia matar e supondo ter visto o cano de uma arma.

Por tudo isto, Michael Dunn declarou-se inocente da acusação de homicídio e das acusações de três homicídios na forma tentada relativas aos outros rapazes que estavam no veículo.

A polícia não encontrou nenhuma arma na viatura dos jovens