Alberto Nisman foi encontrado mortopistola de calibre 22




Procurador Alberto Nisman (Foto: Reuters)

A morte e a subsequente onda de teorias da conspiração em torno do crime abalaram a Argentina

«Quando ele estava vivo, eles precisavam dele para apresentar as acusações contra a presidente. Então, sem dúvida, foi útil que ele tenha morrido», disse esta sexta-feira o secretário da Presidente, Aníbal Fernández.


A Justiça argentina acusou um grupo de iranianos do ataque à bomba na sede da Associação Mútua Israel-Argentina (Amia) em 1994.

No âmbito da investigação, Nisman acusou formalmente a Presidente Cristina Kirchner e o ministro dos Negócios Estrangeiros, Hector Timerman, de tentarem encobrir a autoria do atentado, que terá sido responsabilidade do Irão. A Presidente e o ministro terão tentado preservar as relações com um importante fornecedor de petróleo, numa altura em que a Argentina atravessa uma crise energética. O Irão negou repetidamente qualquer envolvimento no atentado. O governo de Kirchner reagiu, classificando as acusações de «absurdas». 


Presidente Cristina Kirchner

«Trabalhei um pouco com o procurador Nisman. Sei que ele era um especialista legal bem qualificado. Ele não poderia ter escrito esse absurdo», disse Aníbal Fernández. «Está totalmente claro que ele não teve nada a ver com isso, mas havia pessoas à volta dele com outra agenda», acrescentou.