Uma saudita foi eleita na região de Meca (oeste) nas primeiras eleições abertas a mulheres na Arábia Saudita. Umas eleições abertas tanto a candidatas como a eleitoras, no reino ultraconservador da Arábia Saudita.

A Comissão Eleitoral anunciou, à agência oficial SPA, que Salma bint Hizab al-Oteibi conquistou um assento em Madrakah, localidade da região sagrada de Meca.
 
Mas não foi a única: outras cinco mulheres foram eleitas para cargos públicos, de acordo com os resultados preliminares publicados pela comunicação social estatal, que é citada pela CNN.

São elas Lama al- Suleiman e Rasha Hufaithi, em Jeddah, Hanouf al- Hazimi na província de Al Jouf, bem como Sanaa al- Hammam e Masoumah Abdelreda, na região de Ahsa.

Na Arábia Saudita, as mulheres não podem conduzir e precisam da autorização do marido ou do pai para casar ou estudar.

Nesta que foi a primeira vez que as mulheres puderam votar, fizeram-no em separado em relação aos homens. 

A Arábia Saudita é uma monarquia absoluta, sem eleições legislativas. As municipais só foram instituídas em 2005. O rei Abdullah não se opõe à abertura da política às mulheres, embora haja alguma contestação dos homens sauditas.  

A comunidade internacional tem defendido que o país se deve tornar mais democrático.