Mau de mais para parecer verdade! Mas, não haverá dúvidas para o Yemen Data Project, uma organização de análise formada por universitários e ativistas de direitos humanos, que acusa a Arábia Saudita de ter pouco critério nos raides aéreos levados a cabo contra alvos de fações radicais no Iémen.

Mais de um terço dos raides aéreos têm atingido alvos civis, de acordo com um relatório publicado esta sexta-feira pelo jornal britânico The Guardian. A saber, escolas, hospitais, mesquitas e empresas.

Podem assim cair por terra, os argumentos do governo saudita, que tem prometido tudo fazer para minimizar os danos entre civis. Tal como, pode ser fortemente abalada a aliança existente com britânicos e norte-americanos.

O Reino Unido, de acordo com o The Guardian, já faturou 3,8 mil milhões de euros em vendas de armamento aos sauditas. Nos Estados Unidos, o fornecimento de materia militar aos sauditas também está a ser questionado.

Agora, dois deputados britânicos já exigiram a suspensão das vendas de armas aos sauditas, até que um inquérito internacional tire a limpo se há ou não violações dos direitos humanos.

Sauditas respondem

As autoridades sauditas já rebateram as acusações referenciadas no Yemen Data Project.

Demasiado exageradas", é a síntese utilizada, questionando mesmo os métoos de análise utilizados pela organização.

Para os sauditas, haverá erros de análise. Porque o que era uma escola há um ano, pode hoje ser um edifício usado como base pelos radicais.

Uma justificação que não encaixa totalmente com o que é descrito no relatório da organização não-governamental. De março do ano passado até ao final do úlimo agosto, foram levados a cabo 8.600 ataques aéres contra locais no Iémen. Mais de três mil atingiram alvos não-militares.