"O aquecimento está a ocorrer praticamente ao dobro da velocidade no Ártico, quando comparado com qualquer outro lugar do mundo. Sabemos que isso se deve às alterações climáticas e os seus impactos estão a criar grandes desafios para as comunidades do Ártico", afirmou o cientista principal da NOAA, Rick Spinrad, em São Francisco, alertando que "o que acontece no Ártico não se fica pelo Ártico".


"A extensão mínima de gelo marinho do Ártico tem estado a diminuir a uma ritmo de 13,4% por década" se tivermos em conta a média de 1981-2010, afirmam os estudos.






"O declínio no gelo marinho está a mudar drasticamente o habitat das morsas, grandes mamíferos marinhos que usam o gelo para acasalar, dar à luz nas crias, encontrar comida e abrigo das tempestades e dos predadores", lê-se no relatório, segundo o qual "muitas morsas foram obrigadas a arrastar-se até terra no noroeste do Alasca", criando problemas de sobrepopulação.