O ex-primeiro-ministro português António Guterres ficou à frente na terceira votação secreta ocorrida hoje entre os membros do Conselho de Segurança das Nações Unidas para eleger o próximo secretário-geral da organização, disseram fontes diplomáticas à Lusa.

Guterres teve 11 votos "encoraja", três "desencoraja" - o pior resultado de todas as votações - e um "sem opinião".

Durante a votação, cada um dos 15 membros do conselho indicou se "encoraja", "desencoraja" ou "não tem opinião" sobre os 11 candidatos.

O ministro dos Negócios Estrangeiros eslovaco, Miroslav Lajcak, que se encontrava no final da lista nas primeiras votações, subiu agora ao segundo lugar.

O candidato da Europa de Leste reuniu, no entanto, cinco votos "desencoraja", nove votos de apoio e um "não opinião".

Em terceiro lugar, ficou Irina Bokova, com o mesmo número de "desencoraja", mas apenas sete votos de encorajamento e três sem opinião. Vuk Jeremic, que tinha ficado em segundo lugar na última votação, agora tem os mesmos votos de Bokova.

Em quarto lugar, ficou Susana Malcorra, também com sete votos "encoraja", mas sete votos desfavoráveis e apenas um "sem opinião".

Os últimos lugares ficaram para Srgjan Kerim, a candidata da Nova Zelândia, Helen Clark, Danilo Turk (que ficou em segundo na primeira votação), a moldava Natalia Gherman, e Christiana Figueres, da Costa Rica.

Nas primeiras duas votações, que ocorreram a 21 de julho e 5 de agosto em Nova Iorque, António Guterres foi o candidato mais apoiado.

Na primeira votação, Guterres recebeu 12 votos de encorajamento e nenhum de desencorajamento. Na segunda, teve 11 votos "encoraja", dois votos "não tem opinião" e dois "desencoraja".

Neste momento, existem 10 candidatos ao cargo, metade dos quais mulheres.

O Conselho de Segurança continuará a realizar votações informais sobre os candidatos até que um surja como consensual, devendo depois o conselho recomendar um nome para aprovação pela Assembleia-Geral da ONU, que reúne representantes de 193 países.

A organização espera ter encontrado o sucessor de Ban Ki-moon, que termina o seu segundo mandato no final do ano, durante o outono.

A organização deve agora marcar uma quarta votação.

Há 10 anos, Ban Ki-moon foi escolhido depois de quatro votações. Na última, os votos dos membros com poder de veto eram assinalados, para perceber se os candidatos principais tinham a oposição de um destes países.