O alto-comissário das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR), António Guterres, vai discursar na terça-feira, no Parlamento Europeu (PE), em Bruxelas, sobre os direitos humanos no contexto dos fluxos migratórios no Mediterrâneo.

Segundo o programa provisório divulgado pelo PE, o português é um dos principais oradores, a par da responsável pela Política Externa da União Europeia, Federica Mogherini, e o Comissário Europeu para a Migração, Assuntos Internos e Cidadania, Dimitris Avramopoulos.

Os últimos números da Organização Internacional das Migrações (OIM) indicaram que mais de 2.760 migrantes morreram este ano na tentativa de atravessar o mar Mediterrâneo, mais 500 que em igual período do ano passado.

Do número total de vítimas, 2.630 morreram na travessia iniciada nas costas da Líbia e da Tunísia, 150 na travessia entre a Turquia e a Grécia, e 25 no estreito de Gibraltar.

Ao todo, em 2015 chegaram às costas europeias 378.343 pessoas, das quais 256.458 à Grécia, 119.619 a Itália, 2.166 a Espanha e 100 a Malta.

Das pessoas que chegaram à Grécia, 88.204 iniciaram a viagem na Síria, 32.414 no Afeganistão, 9.713 na Albânia, 9.445 no Paquistão e 5.421 no Iraque.

Dos migrantes que alcançaram as costas italianas, 25.657 eram da Eritreia, 11.899 da Nigéria, 7.538 da Somália, 5.658 do Sudão e 5.495 da Síria.

De entre os menores não acompanhados acolhidos nas costas italianas - única informação fornecida pela OIM - a maioria era da Eritreia, seguidos de sírios e somalis.