Dez milhões de pessoas em todo o mundo não têm nacionalidade, vivendo num devastador limbo jurídico, advertiu esta terça-feira o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR), lançando uma campanha para erradicar o flagelo dentro de uma década.

«A cada dez minutos nasce um novo apátrida», disse António Guterres, aos jornalistas em Genebra, descrevendo a situação como «totalmente inaceitável» e «uma anomalia no século XXI».

O ACNUR pretende através da campanha lançada esta terça-feira colocar em evidência «as consequências devastadoras para toda a vida da condição de apátrida» e pressionar os países a retificarem as suas leis a fim de garantir que não é negada nacionalidade a ninguém.