O governo da Alemanha afirmou, nesta quinta-feira, que a escolha do antigo primeiro-ministro português António Guterres para secretário-geral da ONU é "uma excelente escolha", sublinhando que "pode contar plenamente com o apoio alemão".

Regozijo-me com a decisão do Conselho de Segurança de indicar António Guterres como novo secretário-geral das Nações Unidas e gostaria de o felicitar calorosamente, esta é uma excelente escolha!", afirmou em comunicado o ministro dos Negócios Estrangeiros alemão, Frank-Walter Steinmeier.

O responsável alemão acrescentou esperar que Guterres tenha o "amplo apoio da Assembleia-geral e um mandato reforçado" para liderar a ONU, destacando "a experiência e personalidade" do ex-chefe do governo português para "conferir uma voz" à ONU.

Num mundo que está fora dos eixos, o papel das Nações Unidas é mais importante do que nunca. António Guterres pode contar plenamente com o apoio alemão", garantiu.

O ministro alemão lembrou que "conhece e aprecia António Guterres e o seu trabalho extraordinário e muito empenhado como Alto-comissário das Nações Unidas para os Refugiados".

Nos últimos anos trabalhámos em conjunto de forma estreita e sempre num espírito de confiança", indicou.

O Conselho de Segurança da ONU escolheu hoje por unanimidade e aclamação o antigo primeiro-ministro português António Guterres como secretário-geral da organização.

A escolha do Conselho de Segurança, o principal órgão decisório das Nações Unidas, deverá agora ser ratificada pela assembleia-geral da organização.

Guterres é "o homem certo", dizem Socialistas Europeus

O Partido Socialista Europeu (PSE) saudou hoje a escolha de António Guterres para secretário-geral das Nações Unidas, considerando que o antigo primeiro-ministro português “é o homem certo para o lugar” e marcará uma “era” na organização.

Num comunicado divulgado em Bruxelas pouco após o Conselho de Segurança da ONU ter escolhido por unanimidade e aclamação António Guterres como secretário-geral da organização, o presidente do PES felicita o ex-alto comissário da ONU para os Refugiados e comenta que este cargo exercido ao longo de 10 anos (2005-2015) lhe dá “uma perspetiva e uma sensibilidade única para fazer face aos desafios que o mundo enfrenta”.

“Ele é um bom político e um homem bom. Estou certo de que nos futuro todos falaremos sobre a «era Guterres» nas Nações Unidas”, declarou o presidente do PES, Sergei Stanishev, compatriota de duas das adversárias de António Guterres na corrida à liderança da ONU, as búlgaras Irina Bokova e Kristalina Georgieva.

Recordando que Guterres também já presidiu à Internacional Socialista, o PSE sustenta que “o caráter e a forma de fazer política” do antigo primeiro-ministro português, sempre aberto às opiniões dos outros, “é exatamente aquilo que um cargo como o de secretário-geral da ONU exige”.