Uma marcha contra o Islão juntou cerca de 25 mil pessoas esta segunda-feira, na Alemanha, num protesto de reação aos atentados executados por jihadistas, que mataram 17 pessoas, em Paris, na semana passada. 

Angela Merkel afirmou recentemente que «o Islão pertence à Alemanha», anunciando que ia participar num comício da comunidade muçulmana contra o extremismo, que via decorrer em Berlim, esta terça-feira.

Mas os apelos da chanceler alemã não travaram a mobilização do movimento PEGIDA (que na sigla em inglês significa Europeus Patriotas Contra a Islamização do Ocidente), que se reuniu em Dresden, na Alemanha.

Os manifestantes exibiram a bandeira do país e cartazes com frases contra o islamismo:  «Combatam a islamização, párem o fluxo de estrangeiros agora», «Párem o multuiculturalismo. A minha casa vai ficar na Alemanha», são alguns dos exemplos.

A concentração lembrou ainda as vítimas mortais dos ataques, através de um minutos de silêncio. Muitos levaram também a bandeira francesa e exibiram cartazes com frases solidárias «Eles não podem matar a nossa liberdade» ou «Je Suis Charlie».

«Estes ataques podem acontecer em qualquer lado. É o Islão, é a ideologia do Islão», disse uma das manifestantes à agência France Press.

 
Vários líderes políticos pediram ao PEGIDA para cancelar esta última marcha, considerando que os nacionalistas não têm o direito de mostrar ódio aos muçulmanos em nome da solidariedade para com as vítimas dos ataques.