O Parlamento francês aprovou uma lei que impede as manequins demasiado magras de serem contratadas.

Nessa medida, as modelos têm que apresentar um atestado médico com um índice de massa corporal mínimo para poderem trabalhar. Cabe aos médicos decidirem se uma manequim é demasiado magra, através da ponderação de peso, idade e forma corporal.

A lei também obriga que as imagens alteradas digitalmente, criando uma silhueta mais adelgaçada, sejam publicadas com essa menção.

Também os sites que incitem ao emagrecimento excessivo e promovam dietas que ponham em causa a saúde, sem a ingestão de quantidades mínimas da roda dos alimentos, serão multadas, com os valores a atingirem os 100 mil euros.

Os responsáveis de marcas e casas de costura que contratem modelos excessivamente magras estarão sujeitos a apanhar uma pena de prisão.

A França segue assim os exemplos de Itália ou Espanha, mas a indústria têxtil está dividida. A União das Agências de Modelos francesa considerou que o legislador olhou só para um aspeto, associando automaticamente magreza a doença.

Esta legislação faz parte de uma campanha contra a anorexia, promovida pelo governo de François Hollande.  “Esta é uma mensagem importante para as jovens que vêm esses manequins como um exemplo”, disse a ministra da Saúde, Marisol Touraine, segundo a AFP.

A anorexia atinge 30 a 40 mil francesas, 90% das quais são adolescentes.  Isabelle Caro foi o acordar do país da moda para o flagelo. Em 2010, a manequim, de 28 anos, morreu, vítima de anorexia.