Os pais biológicos da menina encontrada num acampamento cigano na Grécia na semana passada podem ser um casal búlgaro que trabalhou naquele país na mesma altura do registo da criança, segundo avançou esta quinta-feira o «Daily Mail».

O casal, Sasha e Antanas Rusev, foi detido pela polícia e a sua relação com «Maria» está agora a ser testada.

A desconfiança começou porque a data da certidão de nascimento da criança (21 de janeiro de 2009, em Lamia) bate com a data em que o casal trabalhou na agricultura na Grécia, a uma hora do local onde «Maria» foi encontrada e, também, devido a algumas parecenças que outros quatro filhos do casal mantêm com «Maria».

Os vizinhos afirmam que, dos 8 a 10 filhos que o casal tem, quatro são «muito loiros» como «Maria».

Numa entrevista à televisão búlgara, a mãe admitiu ter deixado uma criança na Grécia por não ter dinheiro para a sustentar, mas que não pode verificar se aquela é ou não a sua filha.

«A minha intenção era voltar para trazer a minha filha para casa, mas entretanto tive mais duas crianças e não tive possibilidades de voltar», disse Sasha, que insistiu não ter recebido qualquer quantia pela criança.

O irmão de Antanas Rusev confirmou à mesma televisão que o casal havia abandonado uma criança nos 7 meses que esteve na Grécia por falta de dinheiro para a trazer consigo. Já os vizinhos falam numa alegada venda entre o casal búlgaro e Hristos Salis e a sua mulher Eleftheria Dimopoulou.

Os números não são claros, com o «Daily Mail» a avançar com quantias de 850 libras (996€) e outras fontes a falarem em 250-260€.

«Maria» foi encontrada na semana passada num acampamento cigano na Grécia à guarda de Hristos Salis e a sua mulher Eleftheria Dimopoulou, que afirmavam ser pais da criança. A polícia desconfiou da falta de semelhanças físicas e mandou efetuar testes de ADN que confirmaram que «Maria» não era filha do casal.