O Papa Francisco afirmou, esta semana no Vaticano, que os cães, tal como as restantes «criaturas de Deus» vão para o céu. O líder da Igreja Católica fez a afirmação no discurso semanal na Praça de São Pedro, para consolar um rapaz que estava triste por o cão ter morrido.
 

«Um dia, vamos ver os nossos animais novamente na eternidade de Cristo. O paraíso está aberto a todas as criaturas de Deus», disse o Papa Francisco, de acordo com fontes italianas.

 
Apesar de não se saber se as declarações ajudaram a acalmar a criança, foram bem recebidas por grupos como a Sociedade Humana pelo Tratamento Ético dos Animais, que via a teologia da Igreja católica como conservadora, pois diz que os animais não podem ir para o céu porque não têm alma.
 

«A minha caixa de entrada ficou cheia. Quase imediatamente, toda a gente estava a falar sobre isso», disse Christine Gutleben, diretora do maior grupo de proteção de animais nos Estados Unidos, ao jornal «The New York Times».

 
Charles Camosy, autor e professor de Ética Cristã na Universidade de Fordham, disse que era difícil precisar qual o significado da afirmação do Papa, uma vez que falou «com uma linguagem que não é feita para ser dissecada por académicos». Mas ao ser perguntado se as observações tinham causado um novo debate sobre se os animais têm alma, e se poderiam ir para o céu, Camosy disse: «Numa palavra: absolutamente».
 
O Papa Francisco tem sido considerado como uma figura muito mais liberal do que os seus antecessores, pois tem assumido posições mais brandas em questões como a homossexualidade, de mães solteiras e de casais não casados. Por isso não foi uma surpresa que o Papa, com o nome do santo padroeiro dos animais, tenha dito a uma criança triste que o seu animal de estimação tinha um lugar no céu.