Notícia atualizada

As cerimónias fúnebres do dirigente da oposição morto pela guarda presidencial angolana na madrugada de sábado já terminaram, num cemitério de Luanda, sem registo de incidentes de maior.

O funeral de Manuel Hilberto Ganga, única vítima mortal dos protestos antigovernamentais de sábado, realizou-se esta quarta-feira depois da polícia ter feito um acordo com as centenas de participantes, no sentido de não realizarem a pé o percurso até ao cemitério.

A marcha, que saiu às 10:00 (09:00 de Lisboa) do quartel-general dos bombeiros da capital angolana, foi interrompida pela polícia, percorrido apenas um quilómetro, a que se seguiu um impasse de hora e meia. As forças de segurança, que mobilizaram para o local cerca de 30 agentes da Polícia de Intervenção Rápida e dois carros com canhões de água, alegaram que não tinham autorização para deixar passar uma marcha apeada.

Um petardo lançado por desconhecidos foi o primeiro incidente a marcar a marcha que esta quarta-feira reuniu centenas de pessoas em Luanda, Angola, para homenagear a única vítima mortal dos protestos antigovernamentais de sábado.

Centenas de pessoas tinham iniciado, à hora marcada, uma marcha apeada em direção ao cemitério de Santana, mas um quilómetro depois registou-se o primeiro incidente, com o lançamento de um petardo contra a primeira linha da marcha fúnebre, que visa homenagear Manuel Hilberto Ganga.

A marcha foi acompanhada por um helicóptero da polícia e efetivos da polícia nacional angolana e impedida de avançar, um quilómetro depois da partida, por um cordão da polícia que alegava não haver autorização para uma marcha apeada.

A polícia impediu a continuação da marcha porque não estava autorizada uma marcha apeada, disse à Lusa Lindo Bernardo Tito, porta-voz da Convergência Ampla de Salvação de Angola (CASA-CE), o segundo partido da oposição, depois de o líder do partido, Abel Chivukuvuku, ter interrogado os agentes no local sobre o motivo da suspensão do protesto.

A marcha foi interrompida a uma distância de 200 metros da sede do comité provincial do Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA), o partido no Governo, por um cordão composto por cerca de 30 agentes da Polícia de Intervenção Rápida, reportou a Lusa.